domingo, 7 de abril de 2013

Me desculpe pai. -Dark side, capítulo 5


"Você é uma fofa. Amei o seu cabelo.", disse Katherine, achando que eu tinha caído na sua maneira de se enturmar.
Como se uma garota de cabelo liso, loiro e sem graça fosse super distinta das outras aqui nos EUA.
Incrível era o cabelo dela, na verdade. Tinha uma ondulação perfeita, que contrastava com o formato de seu rosto. E a cor então, sem comentários. Amo cabelos ruivos.
Estávamos na sala. Aula de geografia.
Eu estava ficando meio perturbada. Katherine me parecia legal, e estava conversando comigo, algo que nunca fizeram. Mas ela fala muito, e eu estou vendo que ela me trará problemas nos estudos se continuar tagarelando dessa maneira a aula inteira.
“Eu amo ciências, sabe? Mas esse assunto que ela está dando é um porcaria.”
“Katherine e Mellanie, podem parar de conversar, por favor?”
Fiquei assustada pelo o que ouvi, mas não me surpreendi. Eu já esperava. “Katherine, preste atenção na explicação da Srª Brooks.” “Pra que? Eu já ouvi isso várias vezes. Quem não sabe como se dá o maravilhoso fenômeno que é a gravidez? E o quão magnífica é a maneira como acontece a fecundação?” Dei uma leve risada. Katherine estava repetindo o que Srª Brooks havia dito sobre o processo de gravidez. Mas ela estava certa, esse assunto já era bem antigo. “Grigori e Schwartz, será que terei que pedir para se retirarem?”, gritou indignada. Se recompôs e continuou “Estou muito surpresa com você Mellanie.” Eu já estava ficando irritada. Digo, eu simplesmente dei uma risadinha. E quem se importa com o que ela acha sobre a luta e a velocidade dos espermatozoides para chegar ao óvulo? Devíamos estar estudando coisas mais interessantes, não isso.“Desculpe Srª Brooks.”, disse emburrada. “Espero que não se repita.” “Não acontecerá.”, disse Katherine.Passamos o resto das 3 primeiras aulas caladas. “Leiam as páginas 25 à 30 e façam um resumo para a próxima aula.”, dizia o Srº Genchleman enquanto os alunos saíam apressados para o intervalo. “Vamos na cantina comigo?” “Não gosto de ir para a cantina.”, virei o olhar e encontrei Justin indo para o mesmo local que eu sempre vou. “Por favor, depois iremos onde você quiser.”Nunca pensei que faria isso mas, eu aceitei. Fui com ela à cantina. Compramos dois pastéis e dois sucos de laranja.  “Oi Justin.” “Oi.” “Hey, sou Katherine.”, disse a garota sorrindo.Justin ficou calado. Devia estar hipnotizado pela beleza da ruiva a sua frente. Mas não é pra menos, ela é realmente muito bonita. Olhei para os meus pés e me senti péssima naquele momento.“Tão linda.”, ouvi uma voz ecoar em meus ouvidos.Levantei a cabeça assustada e vi Justin e Katherine conversando. Olhei para o relógio e faltavam 3 minutos para o toque. Não sentiriam minha falta. Saí andando com o lanche na mão, sem a mínima vontade de comer. Dramático, eu sei. Não que eu esteja com inveja da beleza sem igual de Katherine ou que eu me sinta triste por Justin não falar comigo, mas essa é a minha natureza. Ficar triste de repente e me sentir sozinha é algo que eu sou.Dei uma olhada no horário. Seria aula de química. Ótimo. Nem Justin e nem Katherine fazem aula de química comigo. Coloquei meus livros e apostilas na bolsa e saí andando. Estava doida para chegar logo em casa.
[...]
A lâmina afiada deslizava facilmente sobre minha pele.Fiquei observando todo aquele sangue descendo pela minha perna e levei um susto ao ouvir os sermões de meu pai.“MELLANIE? O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? PARE COM ISSO AGORA! ME DÊ JÁ ESSA LÂMINA. VAMOS, ME DÊ!”, ele estava fora de si. Pouco me importava. Aquilo me fazia bem e não era ele que iria me obrigar a parar. “O que está acontecendo Roberts?”, ouvi a voz de Pattie.Arregalei os olhos e me levantei rapidamente. “Pai, depois falo com você.”, disse o empurrando.“MELLANIE, PARE COM ISSO!”, ele estava desesperado.Fiz força e consegui fechar a porta. Pattie não chegou a me ver, mas sei que meu pai contaria o que aconteceu à ela e Jeremy.Lavei o braço e guardei a lâmina. Passei água no meu rosto e depois o enxuguei, saindo do banheiro logo em seguida. “Mellanie, por que fez isso filha?” Meu coração acelerou. Era a minha mãe ali, na minha frente.“Como...Mãe, é você mesmo?”, a essa altura eu já estava chorando. “Querida, não faça mais isso. Seu pai está muito triste.” “Mãe, eu te amo. Por favor não vai embora.”, eu a abraçava enquanto ela afagava o meu cabelo. “Preciso ir. Mas saiba que eu sempre estarei aqui para te ajudar.” “Me desculpe pelo o que te fiz.” “A culpa não foi sua. Tenho que ir, eu te amo.” “Não vai, não. Por favor.”, eu estava aos prantos. Até que a vi sumir. “Eu te amo.”, sussurrei. Me recompus e desci. “Pai, me desculpa.” “Mellanie, você está bem?”, disse Pattie me abraçando. Olhei para o sofá onde meu pai estava e me segurei para não chorar ao ver ele, a pessoa que eu menos esperava ver ali, sentado ao lado de Jeremy. Me olhando com pena. Justin.



sábado, 30 de março de 2013

Grenade - Songfic

Easy come, easy go
That's just how you live, oh
Take, take, take it all
But you never give
    Tristeza. Tristeza eterna, esse era meu destino, ou ao menos era o que parecia. Eu apenas o amo tanto que quero morrer.
~Flashback ON~
    Max e eu estamos comemorando nosso aniversário de 4 meses de namoro hoje. É estranho pensar que foram apenas 4 meses, eu o amo tanto que parece que passei minha vida inteira com ele, e vou passar até o fim. E eu tenho certeza que ele sente o mesmo.
Should've known you was trouble
From the first kiss
Had your eyes wide open
Why were they open?
~Ligação ON~

- Bom dia, amor! - falei, feliz
- Bom dia, querida
- Hoje está um lindo dia, não?
- Amor, sobre isso, eu sei que hoje é nosso aniversário de namoro, mas eu tenho que ficar em casa e cuidar da minha irmã, minha mãe me obrigou. Podemos comemorar outro dia? - Droga. Justo no nosso aniversário? Claro que estou decepcionada, mas acho que tenho que entender o lado dele, afinal ele não tem culpa.
- Tudo bem. Te vejo amanhã, então.
- Amanhã;

~Ligação OFF~

    Sabe aquele ditado de Maomé e a montanha? Então, acho melhor colocá-lo em prática. Me arrumei, coloquei perfume, vesti meu melhor vestido e fui até a casa do meu namorado para fazê-lo uma surpresa.
Gave you all I had
And you tossed it in the trash
You tossed it in the trash, you did
To give me all your love
Is all I ever asked 'cause
What you don't understand is
    Eu o amo mais que tudo nesse mundo, mais do que a mim mesma. Ele merece tudo isso e muito mais, eu sei que merece. Abri a porta da casa dele - afinal eu tinha a chave - e não vi ninguém. Fui, silenciosamente, para o quarto dele.
    O que eu vi e senti não pode ser descrito. Max cancelou nosso encontro de aniversário para ficar transando com uma prostituta.
- Eu posso explicar - ele falou, assim que me viu. Apenas peguei o abajur que estava em cima do criado-mudo e joguei na cabeça dele. Depois eu fui embora.
~Flashback OFF~

I'd catch a grenade for ya
Throw my hand on a blade for ya
I'd jump in front of a train for ya
You know I'd do anything for ya
Oh oh, I would go through all of this pain
Take a bullet straight through my brain
Yes, I would die for you, baby
    Enxuguei minhas lágrimas, levantei e fui até a casa dele de novo. Assim que cheguei, Max correu pra cima de mim.
- Que bom que você voltou - ele falou. Eu fui até a cozinha, e ele me olhou com uma cara de quem não está entendendo nada. Quando voltei, comecei a beijar seu pescoço por trás.
But you won't do the same
    Então eu enfiei a faca.
O que eu tinha dito antes? Ele merece tudo isso e bem mais, eu sei que merece.
    Foi assassinato, mas não um crime.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sonho ruim. -Dark Side, capítulo 4


"Filha, acorda. Tenho que lhe contar algo."
"Fala pai."
Eu estava quase dormindo novamente, mas quando prestei atenção no que ele tinha me dito, levantei em um pulo.
"Como assim?"
"O Jeremy pediu, e eu não achei que fosse um problema."
"Então, a partir de agora, eu vou ter que ir todos os dias para o colégio com um garoto que nem mesmo conheço?"
"Ele parece um garoto bom, de confiança. Não é nada demais, você e o Justin apenas irão juntos pro colégio, não é como ter que morar com ele, concorda?"
Morar com ele. Meu coração deu um pulo ao ouvir isso.
Fui me arrumar e enquanto tomava banho, lembrei da péssima noite que tive.
Um pesadelo.
"O breve cheiro de orvalho fez com que eu percebesse que já estava amanhecendo. 
Abri os olhos e fiquei apavorada ao constatar que estava em uma floresta. Levantei assustada e saí correndo, pedindo ajuda.
-Tem alguém aí? Por favor, me ajudem, por favor.
Eu sentia como se aquele lugar estivesse ficando sem oxigênio. Sentia-me sufocada. 
Até que ouço a voz dos meus avós.
-Mel, querida, acalme-se. Estamos bem. 
-Vovó? Vovô? Onde estão? Sinto falta de vocês. -gritava desesperada para os ventos.
-Não o culpe meu amor, não foi ele. -dizia minha vó.
-Sim, foi ele. Eu o odeio.
-Não se engane, Mel. 
-Eu preciso de vocês. Onde estão?
Esperei naquele silêncio cruel a resposta deles. Nada. 
Nada além do silêncio irritante. 
De repente tudo ficou preto e a única coisa que eu vi foram olhos esverdeados, femininos."
Os olhos se fecharam e igual a cenas de filme, eu acordei. Assustada, é claro.
E como faço todas as vezes, anotei em um diário o sonho que tive. Sou uma pessoa supersticiosa, vai que esses meus sonhos tem algum significado?
Tentava descobrir o que aquelas palavras significavam. "Não o culpe meu amor, não foi ele. [..] Sim, foi ele. Ele tirou vocês de mim." Como assim? Ele quem? E por que eu estaria o culpando? Por qual motivo?
Saí do banho ainda confusa com os pensamentos de minutos atrás e desci.
"Oi, já está pronta?", perguntou o garoto loiro e atraente a minha frente. Porém, pude ver em seus olhos, que na verdade ele não se importava com a resposta.
"Sim, estou."
"Então vamos."
No caminho todo ficamos em silêncio.
Quando estávamos chegando no colégio esbarrei em uma garota, a fazendo cair. Olhei para Justin, que revirou os olhos e depois ajudou a garota á levantar.
"Me desculpe.", disse envergonhada.
"Não tem problema. Você se chama Mellanie Schwartz?"
"Sim, sou eu.", respondi me perguntando como ela sabia meu nome.
"Eu estava te procurando."
Fiquei ainda mais assustada. E impressionada. Ela provavelmente queria tirar dúvidas sobre alguma matéria. Afinal, é só pra isso que as pessoas falam comigo aqui no colégio.
Olhei pro lado, a procura de Justin. Ele havia sumido. Nem mesmo despediu-se.
"Você deve estar estranhando, não é?", riu. "Sou Katherine Grigori  e faço aula de história e matemática na mesma sala que você."
Nunca tinha visto aquela garota ruiva na minha vida.
"Pois bem...", disse, fazendo sinal para que ela prosseguisse.
"A Diretora Garcia recomendou que eu falasse com você.", ela fez um barulho estranho na garganta e continuou. "Preciso de ajuda em matemática e sou nova no colégio, estou meio perdida. Eu não sou uma pessoa muita estudiosa, sabe? Realmente preciso de algumas aulas extras dessa matéria, se é que me entende."
Então ela era do tipo que conversava de mais e estudava de menos. Como disse, já desconfiava que ela quisesse apenas minha ajuda.
Hey, espero que gostem desse capítulo. Por favor, peço apenas 3 comentários :(

(Cliquem na imagem acima para ver capítulos anteriores e apresentação)



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Love is in the air -Dark Side, capítulo 3


"Justin, temos visitas", diz Pattie.
Ele, ao se virar, ficou tão assustado quanto eu, e pude ver em seus olhos o mesmo medo de horas atrás.
"Filho, levante-se! Venha falar com ela.", o garoto se levantou, contra a sua vontade, e ficou ao lado da mãe. "Esta é Mellanie"
"Oi", disse tímida.
"Oi", disse Justin, mais uma vez sem ânimo algum.
Estava tão entretida olhando os detalhes da minha mão que levei um susto ao ver duas crianças lindas enroladas na minha perna.
"Hey", falei rindo.
"Oi, meu nome é Jazzy"
"E o meu é Jaxon", o pequeno falava enrolado, o que me fez rir ainda mais.
"Vocês são uns fofos, viu?", me agachei para ficar do tamanho dos dois.
"Dona Pattie, acho que preciso ir agora.", levantei-me e fui em direção a porta.
"Tudo bem, querida. Volte sempre, ok?"
"Ok, tchau."
Assim que saí recebi uma mensagem do meu pai, eu estava em frente a casa da Pattie.
Vai vir jantar?  -Pai  (6:13 p.m.)
Já estou indo.  -Mel  (6:14 p.m.)
Mal terminei de enviar a mensagem e consegui ouvir algo que me deixou um pouco atormentada.
"Ela é uma fofa, e muito educada, não acha filho?"
"Sim, educada e fofa até demais.", disse Justin fazendo sua mãe rir.
"Love is in the air", cantava Pattie.
Depois que eu o ouvi falando que me acha fofa e educada, até demais, senti minha cabeça doer, meu coração acelerar, e as minhas velhas companheiras borboletas fazerem festa em meu estômago.
Apaixonada novamente? Impossível. Eu tinha somente reparado em todos os movimentos do garoto no colégio, feito ele correr de mim e... Só.
Talvez a questão não seja estar apaixonada. Porém, também não consigo acreditar que só o fato de um garoto ter me chamado de fofa, até demais, tenha me deixado assim, tão derretida.
Sem mais delongas, fui para casa. E ao chegar, outra surpresa.
O dia de hoje é definitivamente taxado por mim como O Dia das Surpresas.
"Filha, esse é um amigo meu, Jeremy Bieber. Ele é casado com a Pattie, a qual você acabou de visitar."
"Oi, prazer em conhecê-la.", disse Jeremy.
Apertei sua mão e dei um sorriso.
"Acredito que você tenha conhecido meu filho, Justin Bieber."
"Sim, eu o encontrei."
"Ele também estuda no Westchester High School, desde o segundo semestre do ano anterior. Mas acho que vocês não tiveram a sorte de cair nas mesmas salas, estou certo?"
"Sim, sim. Nunca tinha o visto antes, então..."
"Justin não é lá um garoto de muitos amigos, não aqui em Washington.", deu uma breve pausa. "Quero dizer, nos mudamos para cá ano passado. Uns amigos dele Chaz Somers e Ryan Butler estão vindo no próximo semestre estudar aqui."
Sorri novamente, sem entender onde Jeremy queria chegar.
"Você poderia fazer companhia a ele, serem amigos. Vocês tem muito em comum, pelo o que seu pai me contou. Meu filho anda meio abalado ultimamente, não sei o motivo concreto para isso. "
Cenas do ocorrido no corredor do colégio me vieram à tona. Eu sabia bem o motivo da tristeza de Justin.
"Entendo. Tudo bem."
"Ótimo.", sorriu, me parecendo mais aliviado. "Tenho que ir Roberts, te vejo depois. Tchau Mellanie."
"Tchau", dissemos eu e meu pai em uníssono.
Ser amiga do garoto encapuzado? Me parecia uma boa ideia.
E novamente as borboletas vieram para me trazer aquela sensação gostosa de estar nas nuvens.

Desculpem se eu demorei. Ficou pequeno eu sei, mas se vocês começarem a comentar mais, eu posso aumentar. Aqui está mais um capítulo, espero que gostem e dessa vez eu peço 4 comentários, apesar de só ter recebido 2 no segundo capítulo. Eu estou realmente me empenhando nessa história e estou impressionada com o que já consegui fazer. Clique aqui para ver o post sobre o vídeo e banner de divulgação do blog!




Vídeo de divulgação do blog e banner.

Salvem essas fotos e publiquem em suas redes sociais, por favor.

E esse é o vídeo de divulgação. A qualidade do vídeo está horrível porque foi gravado na webcam. Ignorem. Copiem o link(clique) dele e mandem pro seus amigos, por favor.


Agradecemos desde já. 
Se o blog apresentar avanço, faremos um sorteio. 



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Eu te conheço. - Dark Side, capítulo 2.

A primeira aula começou. Eu amo a professora Hollisty, e o modo como ela ensina. Mas, cá entre nós, 3 aulas seguidas de história no primeiro dia de escola, ninguém merece.
"A limitação dos tipos de moedas seriam para estabilizar a economia. Uma das formas de controle é cunhar apenas uma certa quantidade da moeda para que haja valorização desta.", explicava a Prof. Hollisty sobre as medidas adotadas para limitar os tipos de moedas que circulavam na Europa ocidental.
Chegado o intervalo, mal me levantei e senti aquela multidão me atropelando.
E ainda dizem que eu sou a retardada daqui.
Ao passar pela cantina senti uma péssima sensação. Lembranças daquele dia me vieram a mente e fizeram meus pelos do braço se ariçarem.
"-Mellanie, pode vir aqui um instante?, dizia Mark, um dos jogadores de futebol, pelo o qual eu estava "apaixonada".
Como toda garota boba, fui ao encontro de Mark.
-Oi -sorri envergonhada.
-Quero te dar um presente. -abri um sorriso de orelha a orelha. Não pelo presente, mas sim por finalmente estar sendo notada por ele, Mark Smith.
Destruindo todos os meus sonhos e expectativas, o garoto moreno, alto e de olhos azuis a minha frente, jogou um copo de milkshake em minha cabeça, causando assim a risada de todos naquele local. "
Eu virei a piada do colégio por pelo menos 3 meses, até as pessoas esquecerem.
Fui para uma área afastada, lugar nem um pouco bonito mas que me fazia bem.
Assustei-me ao perceber que havia mais alguém alí. Um garoto de capuz.
"Oi?"
"Hã? O que?", o menino pareceu sair de um transe.
Me olhou assustado e saiu, como se pensasse que eu fosse uma ameaça, deduzi isso 20 minutos depois.
Após o toque do fim de intervalo, entrei no colégio e vi o mesmo garoto sendo esmurrado pelos jogadores do time de futebol enquanto Mackenzie assistia e ria.
Eu também sou do tipo que corre de todos que tentam chegar perto de mim.
Ele fazia uma feição de súplica que fez com que eu sentisse sua dor. Eu o entendia.
Como estava perto deles pude ver uma mecha do cabelo dele caindo sobre seus olhos. Loiro.
Loiros me atraem. Mas eu não atraio os loiros, nem os outros tipos.

Finalmente em casa. Digo, finalmente em meu quarto, meu cômodo preferido.
Liguei a TV e coloquei no Ellen DeGeneres Show. Comer pipoca e assistir a Ellen é meu passatempo preferido. Dou altas risadas. Esse é um dos poucos momentos em que posso rir de verdade.
"Filha?" , meu pai entrou no quarto.
"Oi?"
"Fiquei sabendo que uma família se mudou para a casa da Dona Sparks."
"Ah sim, eu sei. Os vi chegando quando estava vindo pra casa."
"Que tal ser uma garota educada e ir entregar alguns biscoitos aos nossos vizinhos?", sim, ele disse vizinhos.
Mesmo que a casa da Dona Sparks seja a 3 quadras daqui.
Ela costumava fazer isso quando pessoas novas se mudavam para este local do bairro. Creio que meu pai queira seguir seu exemplo.
Eu iria perder o programa da Ellen, tudo bem.
Coloquei uma roupa, peguei os biscoitos e saí.
Toquei a campainha e uma mulher muito bonita, e baixinha, me atendeu. Ela abriu um sorriso ao me ver.
"Olá, meu nome é Mellanie Schwartz e eu moro na casa 115, perto daqui.
Sinto muito pelo falecimento da Dona Sparks, eu realmente gostava muito dela."
"Ahh, muito obrigada.", a moça sorriu ainda mais, me fazendo ter a impressão de que a boca dela rasgaria a qualquer momento.
Certo, sem hipérboles mas, como alguém pode sorrir tanto por ver uma estranha? "Minha mãe falava sobre você, eu lembro. Obrigada mesmo pelos biscoitos. Você quem fez?"
"Na verdade foi o meu pai."
"Está com uma cara boa." , ri com seu comentário. "Quase me esqueci de me apresentar. Meu nome é Pattie Bieber."
"Belo nome", sorri.
"Não quer entrar?"
"Adoraria mas, tenho que ir. Muito obrigada."
"Vamos, só por um instante. Vou lhe apresentar aos meus filhos."
"Tudo bem então."
Ela abriu um pouco mais a porta para que eu pudesse entrar. E o quão surpresa fiquei ao ver o garoto de capuz sentado no chão brincando com duas crianças. Sendo feliz, totalmente diferente do que demonstrava no colégio.

Me desculpem pela demora. Eu estou sem internet, tá bem difícil de postar. Eu tô no computador da minha tia, mas eu vou fazer o máximo para conseguir postar, viu?? Obrigada pelos comentários. E, devido a minha demora, peço apenas 3 comentários.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Eu não queria te machucar. -Dark Side, capitulo 1

O sangue escorria por todo o chão do meu banheiro. Aquele vermelho intenso escorrendo pelo meu braço quase me fazia crer que tudo havia acabado, os problemas haviam evaporado. Mas o fato é que essa sensação de conforto dura pouco, e esta é a explicação para os variados cortes em meu pulso. 
    Levantei do chão, me olhei no espelho e lamentei pelo o que vi. Algo que me define bem neste momento? Desprezo. Desprezo pelo fato de que aquela garota refletida em meu espelho é um fracasso. 
    Sabe como é a sensação de saber que você foi o motivo da morte de sua própria mãe?
    Quando você recebe a notícia de que sua mãe foi assassinada, você sofre. Sofre por saber que a pessoa mais especial da sua vida morreu. Mas quando você foi a causa da morte dela, a dor é ainda pior.
   Imagino que se eu não tivesse nascido, talvez agora ela estivesse sendo feliz, com uma bela vida.
 Além de fracassada, idiota, imbecil... Também sou uma assassina. E definitivamente é triste ter que aguentar isso todos os dias. 
Lavei meu punho e, mais uma vez, conforto. Assim que a água se chocou a minha pele, senti arder, e foi uma sensação incrível. Pode parecer estranho, mas dor física me faz bem, nada comparada a dor emocional. 
Tratei logo de tirar a roupa e tomar banho. Tinha acordado as 4 horas da manhã. 
Aquela água quente saia de encontro com todo meu corpo e relaxava cada músculo do mesmo.
 "Tenho mesmo que ir ao colégio?",pensava. 
É meu primeiro dia de aula. Já estudei no Westchester High School por 4 anos e só eu sei o que já passei lá, e exatamente por isso desejo todos os dias não ter que ir. 
Em pouco tempo desci para minha primeira refeição do dia. 
"Oi pai." 
"Oi filha, ansiosa para seu primeiro dia de aula?"
"Sim, muito.", disse e dei um sorriso falso. 
Ele não sabe dos meus problemas e nem vai saber, por isso finjo gostar do colégio. 
A conversa acabou por aí.
Tomei meu café, me despedi do meu pai e saí. Coloquei meus fones de ouvido e ao som de Hoobastank fui andando ao colégio.
 Apesar da música ser de romance, me fazia lembrar da morte da minha mãe.
"-Papai, a mamãe morreu? -perguntava a menininha, com seus 5 anos de idade, ao seu pai desesperado que tentava explicar a situação à sua pequena.
-Sim, minha filha, ela está no céu agora. Mas eu vou te contar uma coisa bem legal. Ela virou um anjinho, e sempre que você precisar, sua mãe irá aparecer. 
-Ela tem asas papai? E usa aqueles vestidos brancos, que nem nos filmes? -perguntava a menina, orgulhosa pelo o que acabara de ouvir.
-Sim, filha, como nos filmes. - dizia Roberts, ainda atormentando pela dor de uma perda. 
[...]
-POR QUE VOCÊ NUNCA ME DIZ COMO A MAMÃE MORREU? - Mellanie, intrigada, gritava aos prantos.
-Porque eu sei que vai ser difícil pra você, filha. Você é uma garota sensível.
-Eu fui o motivo da morte dela? -perguntava, com o coração acelerado, e hesitante pela resposta.
-Não exatamente da maneira que essas palavras expressam. Sua mãe morreu no parto. Ela te amava tanto, minha filha. -Roberts parou e tentou se acalmar.
- Ela não tinha opções, você nascendo ou não, ela iria morrer. Porém, mesmo que tivesse, eu sei que Rosallie escolheria dar sua vida por você."
Lágrimas começaram a cair, estava chegando ao colégio então rapidamente as enxuguei.
 Mas infelizmente uma garota apareceu na minha frente, rindo debochadamente. Mackenzie. 
"A garotinha está chorando? Oh, que peninha."
Olhei para ela, abaixei o olhar e tentei passar.
"Continua tímida e calada não é querida?", saiu andando. "Hahaha, ainda vou me divertir muito com essa sonsa", gritou.
Andei rapidamente e fui direto para a sala de aula. Me sentei na cadeira, dei play em meu MP3 e abaixei a cabeça. 
É, aquele ano iria ser longo. Uma pena saber que aquilo era só o começo.
Espero que vocês tenham gostado. Posso pedir ao menos 5 comentários para o próximo capítulo?